Porque a nova guerra dos browsers é diferente
No meio geek não se fala de outra coisa, é Google Chrome pra lá e pra cá. E o que poderia ser considerado um susto para nós desenvolvedores web por termos mais um browser para nos preocuparmos, foi uma boa surpresa. Ao contrário do que vivemos nos anos 90, quando o Netscape e o Internet Explorer batalhavam pelos padrões do mercado, a guerra de browsers atual – apesar de ter bem mais competidores e até um novo mercado (o móvel) – não está afetando tanto nosso trabalho quanto afetava e virou um prazer assisti-la.
Enquanto o Internet Explorer corre atrás do prejuízo de 7 anos sem atualizações da versão 6 para 7, o que gerou uma perda significativa do seu market share para o ótimo Firefox, a Apple lança o Safari tanto pra Windows quanto pra Mac, com boa interface e um motor que já tem implementações do futuro CSS3. Motor esse que é baseado no WebKit, o mesmo do Chrome. O Safari na versão para Windows, por mais estranho que isso pareça, é simplesmente uma estratégia para o mercado móvel. É como ter um iPhone rodando em cada Windows usando a web como plataforma. Ou seja, qualquer desenvolvedor que não tem um iPhone ou um Mac pode criar aplicativos web testando no Safari. E se roda nele, roda no iPhone. Ponto pra Apple, mas será que uma plataforma tão fechada quanto o iPhone combina mesmo com a web (móvel) do futuro?
E por falar em mercado móvel e WebKit, não é à toa que o Safari e Chrome tenham o WebKit como base. É o motor de páginas que melhor se comporta em dispositivos móveis e nem preciso falar do sucesso do iPhone. Já do Android eu preciso falar. A plataforma móvel do Google com certeza vai rodar o Chrome e com os aplicativos online do Google sincronizados com a plataforma offline não é preciso mais nada para que a empresa de Mountain View abocanhe tanto o mercado móvel (hoje ainda dominado pelo Opera Mini) quanto o mercado de desktop dominado pela Microsoft de uma só vez. Essa nova guerra dos browsers é totalmente diferente, pois hoje a web é plataforma de aplicações e browser está matando o conceito de sistema operacional que conhecemos. E das gigantes, quem melhor está enxergando isso é o Google.